Usuários de cigarros eletrônicos (vapes) e cigarros tradicionais podem contar com o Programa Tabagismo do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O programa realiza atendimentos tanto na capital sergipana – no Centro de Especialidades Médicas do Siqueira Campos (Cemar), e no Hospital Universitário (HU) – como também nos municípios do interior no estado, através das unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). Além disso, há também o Programa Saúde nas Escolas da rede pública, com a sensibilização e prevenção nos adolescentes e jovens.
Para tratamento da dependência, a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza acolhimento e tratamento terapêutico gratuitamente, com uso da abordagem cognitiva comportamental. Para casos mais complexos, também existe o tratamento medicamentoso com adesivos de terapia de reposição de nicotina (TRN) e o tratamento não-nicotínico utilizando o cloridrato de 1 Bupropiona de 150 mg, de acordo com a realidade de cada caso. A medicação também é ofertada pelo SUS.
Cigarros eletrônicos (vapes)
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70% dos usuários dos cigarros eletrônicos têm entre 15 e 24 anos. No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de Dispositivos Eletrônicos para fumar (DEF) são proibidos, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009. Apesar da proibição, não é difícil encontrar vapes à venda
Os cigarros eletrônicos causam ainda mais malefícios para os usuários do que os cigarros tradicionais, como explica a referência técnica do Programa do Tabagismo da SES, Ivete Oliveira Góis. “O uso de cigarros eletrônicos de nicotina de qualquer modelo, aumenta o risco de uma série de resultados adversos à saúde, como: toxicidade por inalação, convulsões, vício e lesão pulmonar; além deles apresentarem mais de 80 substâncias tóxicas que variam de acordo com o produto”.
Doenças x saúde
O Tabagismo se encontra dentro do grupo de doenças de transtornos mentais e de comportamento, devido ao uso de substâncias psicoativas, e tem se mostrado como um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Além de ser uma doença, o tabagismo é fator causal de aproximadamente 50 outras doenças impactantes e letais.
Parar de fumar gera benefícios imediatos ao corpo, ainda de acordo com a referência técnica do Programa do Tabagismo da SES, Ivete Oliveira Góis. “Quando você deixa de fumar, seu pulmão agradece e vai poder respirar melhor, gerando mais qualidade de vida. Podemos observar os benefícios imediatamente, após 20 minutos de cessão do uso do cigarro”.
Veja os benefícios obtidos ao parar de fumar, com o passar do tempo:
– Após 20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
– Após 2h: não há mais nicotina circulando no sangue;
– Após 8h: o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
– Após 12 a 24h: os pulmões já funcionam melhor;
– Após 2 dias: o olfato já percebe melhor os cheiros, e o paladar já identifica melhor o sabor da comida;
– Após 3 semanas: a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;
– Após 1 ano: o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade;
– Após 10 anos: o risco de sofrer infarto é igual ao das pessoas que nunca fumaram.
Profissionais capacitados
Para atuação no Programa do Tabagismo, técnicos, gestores e agentes comunitários de Saúde de todo o estado recebem capacitações e material de apoio através da Secretaria de Estado da Saúde, que também atua fazendo divulgações e sensibilizações sobre os tratamentos contra o uso do tabaco em todos os 75 municípios do estado.
Foto: Ascom/SES
