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Home Destaques

Semáforos inteligentes: Lucas Aribé critica atraso no funcionamento

4 de setembro de 2019
in Destaques, Política
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Foto: César de Oliveira

A falta de planejamento para a mobilidade urbana foi tema do discurso do vereador Lucas Aribé (PSB), líder da oposição, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), durante a Sessão realizada nesta quarta-feira. Em sua fala, o parlamentar criticou a desorganização das ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Executivo e o descumprimento do cronograma divulgado. 

Lucas lembrou que, em 4 de julho de 2018, foi divulgado pela Prefeitura de Aracaju que o sistema de semáforos inteligentes estaria em atividade parcial até o fim daquele ano, e em pleno funcionamento dentro de 12 meses. A realidade vista nas ruas da cidade, porém, não é essa. “Já são 14 meses e nenhum dos semáforos inteligentes está funcionando ainda. Já acabou o prazo que foi dito, e isso só demonstra a falta de planejamento da administração, que anuncia uma programação de algo e não cumpre”, criticou. 

Para o vereador, as ações ditas pela gestão municipal como soluções para a mobilidade, na verdade, facilitam apenas o tráfego de veículos, deixando de lado investimentos em elementos importantes que compõem um cenário urbano, como passeios públicos e ciclovias. “Quando estivemos votando a LOA, propus que fossem destinados R$ 2 milhões para a revitalização das calçadas da cidade, mas foi negado. Entretanto, nesse sistema de semaforização, a Prefeitura investe R$ 15 milhões”, explanou Lucas Aribé. 

Outro exemplo de deficiência na organização citado pelo parlamentar foi a realização de três intervenções, simultaneamente, em grandes corredores de trânsito da capital. “As obras estão acontecendo ao mesmo tempo, e isso é ruim para o trânsito. Tem a obra na Avenida Euclides Figueiredo, que ninguém sabe quando acaba, a obra na Beira Mar, que vem lenta há muito tempo, e agora o recapeamento na Francisco Porto. Não sei se existe uma pressa, devido ao período eleitoral, mas o que preocupa é a falta de planejamento”, pontuou. 

Ainda sobre as prioridades estabelecidas pela administração do município em relação à mobilidade, o vereador reforça que é preciso ouvir as demandas e anseios da parte mais interessada e afetada por essas ações: a população. “Esse plano de mobilidade da Prefeitura não está referendado, não foi feita nenhuma consulta pública para saber se é com isso que o povo concorda”, ressaltou Lucas Aribé.

Por Marina Lopes

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