Os novos agentes de combate ao Aedes aegypti, contratados pela Prefeitura de Aracaju através do Processo Seletivo Simplificado (PSS) realizado entre os meses de abril e maio, deram início aos trabalhos nesta terça-feira, 18, quando visitaram diversas residências no bairro Suíssa. Ao todo, 30 agentes foram selecionados, e 23 começaram a fazer as primeiras visitas que, até o final desta semana, serão apenas neste bairro. Eles percorreram diversas ruas da localidade e adentraram as casas, onde prestaram informações e orientações aos moradores, trabalhando para a efetiva eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
O gerente do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destaca que, na semana passada, os novos agentes passaram por uma capacitação no Centro de Educação Permanente da Saúde (Ceps), onde foram orientados sobre como o trabalho deve ser realizado. Jeferson também explicou o motivo de o ponto de partida desta ação se dar no bairro Suíssa. “Esta é uma área que a gente vem monitorando sempre, onde tem criadouros específicos, e que nós precisamos orientar melhor a população para fazer a eliminação desses possíveis criadouros. Por conta disso, escolhemos o bairro Suíssa como ponto de partida, além da própria característica do local, que é um bairro mais alto, onde existe a necessidade de as pessoas armazenarem água”, frisa.
Para Jeferson Santana, é importante que se faça esse trabalho, pois tem sido registrado, em diversos estados do Brasil, um aumento na transmissão de doenças advindas do mosquito Aedes aegypti. “Tivemos surtos epidêmicos em outras regiões. Aqui, em Aracaju, observamos que nesses últimos meses, se estendendo até meados de agosto, existe uma tendência de aumento nos números de casos, principalmente de arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como a dengue e a chikungunya. A ação dos agentes é fundamental, principalmente para que a gente possa fazer um trabalho mais efetivo, diminuindo os casos de dengue e chikungunya no nosso município”, declara.
De porta em porta
Os novos agentes de endemias percorreram diversas ruas, chamando os moradores de porta em porta para realizarem essa importante ação de combate ao mosquito. Um dos agentes, Wyder Luiz Bispo da Cruz, destacou a necessidade desse trabalho para tentar baixar os níveis de infestação.
“Passamos por uma semana muito produtiva de capacitação, em que foram passadas várias situações que aumentaram os nossos conhecimentos. Temos a missão de ajudar a reduzir as estatísticas da dengue na capital, e acho muito gratificante irmos de casa em casa levar saúde e educação para a população, além de fazer a eliminação dos criadouros onde encontrarmos”, afirma Wyder.
A sua colega, Rosiley Feitosa, também se mostrou satisfeita em poder participar desta ação.
“Queremos ajudar no combate a esse mosquito. Como profissionais, temos que fazer a nossa parte, indo nas casas, informando as pessoas, mas também é preciso que a população também contribua. Todos têm que cumprir o seu papel. Queremos combater esse mosquito e tentar fazer com que a população absorva os conhecimentos que temos para passar. Se as pessoas não seguirem as orientações, apenas o nosso trabalho não basta”, destaca a agente.
Os moradores que receberam os agentes também destacaram a importância desse trabalho. Foi o caso do pintor Edivaldo Matos Santana.
“Trabalho como pintor nas residências e vejo muitas coisas erradas nas casas por onde eu passo, como água acumulada em vasos de plantas e em banheiros. Vejo que a Prefeitura está fazendo o seu trabalho, indo de casa em casa, mas é importante que a população faça a sua parte, também. Então, entendo como fundamental essa ação dos agentes, em orientar as pessoas, limpando os locais que possam ser criadouros, como vasos de planta e ralos de esgoto”, considera Edivaldo.
A sua vizinha, a dona de casa Maria Elisa, abriu as portas da sua casa para a equipe de agentes fazer o seu trabalho.
“Sempre tomo cuidado, aqui em casa. Não deixo acumular água em nada, não junto lixo no quintal, sempre limpo a lavanderia. E os agentes de endemias, quando nos visitam, nos orientam sobre os perigos da dengue, e nos ensinam também a agir para evitar a proliferação do mosquito”, afirma Maria.
Foto: Alberto Cézar/PMA