domingo, 14, junho/2026
Sergipe Mais
  • Início
  • Regiões
    • Capital
    • Municípios
    • Brasil
    • Mundo
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Educação
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Concursos
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Regiões
    • Capital
    • Municípios
    • Brasil
    • Mundo
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Educação
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Concursos
  • Contato
No Result
View All Result
Sergipe Mais
No Result
View All Result
Home Saúde

Entenda como uma pessoa saudável pode desenvolver diabetes pós-Covid

21 de março de 2022
in Saúde
0
Entenda como uma pessoa saudável pode desenvolver diabetes pós-Covid
Share on FacebookShare on Twitter

Nestes dois anos de pandemia, o caráter sistêmico da Covid-19, isto é, sua capacidade de afetar diferentes órgãos, tem desafiado médicos e cientistas ao redor do mundo para entender a extensão dos seus efeitos no organismo – um deles é a possibilidade de alteração da glicemia mesmo em pessoas saudáveis, que não têm propensão a desenvolver diabetes.

A endocrinologista Mariana Carvalho explica que existem algumas hipóteses que podem esclarecer a evolução do paciente para um quadro diabético, mesmo em casos leves da infecção causada pelo coronavírus.

Uma delas é o impacto direto do Sars-Cov-2 no pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina, que é o hormônio encarregado de transportar a glicose no organismo.

Segundo a especialista, existe um receptor chamado ACE2, no qual o coronavírus se liga para entrar nas células e causar a infecção, mecanismo que está presente no pâncreas, o que explicaria a alteração da glicemia.

“Temos visto pessoas que tinham um exame normal de glicemia antes da Covid e um outro exame alterado pós-Covid. Mas não sabemos se é um paciente que já tinha uma tendência e que o coronavírus precipitou esse aparecimento do diabetes, ou se é uma pessoa sem tendência nenhuma. É difícil avaliar como eram os hábitos de vida dela antes da Covid, porque às vezes a glicemia era normal, mas a pessoa já tinha um fator de risco para desenvolver a doença, como estar acima do peso ou sedentarismo”, explica a médica.

Além disso, Mariana ressalta que cerca de 50% da população não sabe que tem diabetes, já que os sintomas só começam a aparecer quando a glicemia está em um nível muito elevado de alteração. Nestes casos, a Covid-19 acaba evidenciando o problema.

“Às vezes a pessoa interna e durante essa internação acaba descobrindo ocasionalmente que tem diabetes, [porque] qualquer quadro infeccioso pode descompensar a glicemia”, afirma.

Outra questão que pode desencadear o diabetes ou mesmo alterar a glicemia para aqueles que já têm a doença controlada, é o tratamento administrado a pessoas que desenvolvem quadros graves de Covid-19 e precisam ficar internadas. Nestes casos, os pacientes recebem corticoides, um tipo de medicação que causa alteração no metabolismo da glicose.

“Tenho feito alguns acompanhamentos, e observo que algumas pessoas acabam normalizando a glicemia alguns meses depois [da Covid], mas outras acabam ficando com ela alterada, mesmo que leve, porque provavelmente já tinham uma tendência ao desenvolvimento do diabetes e aí o coronavírus foi só um empurrãozinho”, destaca a endocrinologista.

Como evitar a diabetes

A melhor forma de prevenção para o diabetes é manter uma vida saudável, segundo a endocrinologista, sobretudo aquelas pessoas que já têm histórico da doença na família.

“Entre os fatores mais determinantes que podem piorar ou precipitar o aparecimento do diabetes, está o excesso de peso, o excesso de gordura corporal, o sedentarismo e a má alimentação. Então quando já existe um parente de primeiro grau que tem diabetes, a pessoa precisa se cuidar um pouco mais do que o restante da população”, explica Mariana.

A especialista recomenda a prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, evitando o abuso de doces e carboidratos que podem contribuir para o ganho de peso e para o acúmulo de gordura abdominal, que são fatores de risco para a doença.

“Aquela gordurinha que se acumula na região do abdômen, tende a se acumular dentro dos órgãos, causando gordura no fígado, no pâncreas, que é uma gordura visceral que contribui para o desenvolvimento do diabetes”, ressalta.

Para ser considerada normal, o nível de glicemia precisa estar em 100. Quando passa consideravelmente deste patamar, os sintomas do diabetes começam a aparecer. Os principais são: cansaço, mal-estar, falta de energia, perda de peso, sede, fome, visão embaçada, dor nas pernas e aumento do volume de urina.

“Toda vez que nos alimentamos, a glicose entra no nosso corpo e é distribuída entre os órgãos pela insulina, e o açúcar também é eliminado pela urina. No diabetes, a pessoa tem uma dificuldade nessa distribuição e na eliminação. Então a pessoa começa a ir ao banheiro várias vezes, porque o açúcar que é para estar nos órgãos, está no sangue”, explica Mariana.

A endocrinologista destaca que um leve aumento da glicemia pode passar despercebido, sem a presença de nenhum sintoma, o que explica o alto percentual de pessoas que convivem com a doença e não sabem.

“Entretanto, se não for iniciado um tratamento logo nessa fase que há um leve aumento da glicose, ela vai aumentando [gradualmente] e então aparecem alguns sintomas que o corpo mesmo faz na tentativa de eliminar o açúcar no sangue”, destaca.

Fonte: R7

Notícias Relacionadas

II Seminário Estadual qualifica profissionais da Atenção Primária para prevenção e cuidado da Doença...

Centro de Hemodinâmica do Huse qualifica linha de cuidado ao infarto em Sergipe

Teste rápido pode prever risco de Alzheimer décadas antes dos sintomas

Teste genético para câncer de mama será incorporado ao SUS; Dra. Paula Saab explica

Hemose reforça apelo por doação de sangue e alerta para necessidade de todos os tipos sanguíneos

Prefeitura de Aracaju inicia ciclo de plenárias da 13ª Conferência Local de Saúde

  • Home
  • Contato

No Result
View All Result
  • Início
  • Regiões
    • Capital
    • Municípios
    • Brasil
    • Mundo
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Educação
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Concursos
  • Contato