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Home Capital

Trabalhadores dos Correios assinam Acordo Coletivo e não farão greve

9 de setembro de 2022
in Capital
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Trabalhadores dos Correios assinam Acordo Coletivo e não farão greve
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Os trabalhadores dos Correios de todo o Brasil já podem comemorar uma importante vitória: a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023 recuperando algumas perdas de direitos sofridas durante o Governo Bolsonaro.

O acordo já está em vigor e foi assinado na noite da última terça-feira, dia 6 de setembro, pela FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), fruto da mediação pré-processual junto ao TST.

Em nota, a FENTECT parabenizou toda a categoria: “as trabalhadoras e os trabalhadores, que se engajaram nessa luta pela garantia de melhores condições de trabalho e remuneração da nossa categoria! A nossa mobilização, mais uma vez, nos permitiu impedir mais retrocessos nos nossos direitos. A luta é o que nos move”, declarou o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.

Secretário geral do SINTECT/SE (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe) e dirigente da CUT/SE, Jean Marcel declarou que foi importante avançar e os trabalhadores continuarão lutando por avanços futuros. “Sabemos que Bolsonaro não tem nenhuma estima nem consideração pelos trabalhadores dos Correios que sofreram nos últimos três anos. O Governo Bolsonaro recuou porque está atrás nas pesquisas e quer, de alguma forma, parecer um pouco melhor diante das eleições que se aproximam”, afirmou Jean Marcel.

O dirigente sindical conta que antes do Governo Bolsonaro, o Acordo Coletivo dos Trabalhadores dos Correios tinha mais de 80 cláusulas e agora, após 2 anos de negociações e conquistas, os trabalhadores conseguiram recuperar 37 cláusulas. Ou seja, o saldo negativo dos direitos retirados continua sendo a má herança do governo Bolsonaro.

“Não deixa de ser uma vitória a assinatura deste acordo com avanços e conquistas, mas a gente vai continuar na luta por valorização, contra a privatização dos Correios, por concurso público e por melhores condições de trabalho. Entendemos que ainda há muito por avançar no Acordo Coletivo, mas para isso precisamos da mudança de governo. É preciso tirar o governo Bolsonaro e eleger um governo mais progressista. Vamos continuar fazendo a nossa luta, que é o que a gente sempre fez, ainda estamos aquém do que tínhamos e do que queremos avançar para a categoria”, resumiu o secretário geral do SINTECT/SE.

No dia 15 de setembro será resolvido a questão do reajuste e também está em discussão a Participação nos Lucros da empresa dos Correios.

Por Iracema Corso

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