
Atuar no auxílio à segurança da população envolve muito mais do que força. É preciso, justamente, doses do lado humano, já que lida com vidas; inteligência, por necessitar de estratégias que funcionem; e criatividade porque só com a inovação é possível constituir a mudança necessária. Neste sentido, como frisou a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, uma das mudanças que, inclusive, causou incômodo pelo novo foi a estratégia de substituir os vigilantes das unidades de saúde pelo sistema tecnológico. “Porém, é um processo de mudança que proporcionará grandes benefícios, tanto para a população quanto para os nossos servidores. O videomonitoramento é fruto de um estudo elaborado pelo setor de inteligência da GMA que vai levar mais segurança. Antes tínhamos vigilantes desarmados que precisavam acionar os agentes quando ocorria qualquer intercorrência. Agora, as viaturas mais próximas recebem o chamado em tempo real e acompanham tudo através dos tablets instalados nas viaturas, que exibem as imagens transmitidas pela câmeras em nossas unidades de saúde”, destacou.
Como parte do processo, a coordenadora da Rede de Atenção Primária (Reap) da SMS, Monalisa Fonseca, explicou como se deu as modificações e chamou atenção para o desempenho da Guarda. “Fizemos a reunião com todos os gerentes para que se acalmassem, principalmente os profissionais que foram os que se sentiram mais inseguros nesse processo, mais do que os usuários. No entanto, já nos foi comprovado que o sistema de monitoramento tem atendido perfeitamente e até diminuído as ocorrências, o que reforça a eficácia da ação da Guarda Municipal, sobretudo no que se refere à prevenção dos casos”, destacou Monalisa.
O sistema de videomonitoramento nas UBSs de Aracaju surgiu como uma espécie de completo na implantação do prontuário eletrônico, no sentido de promover a inovação na saúde por meio da tecnologia e qualificação dos serviços. “O sistema é uma forma de retaguarda para os profissionais e para os usuários que têm a segurança de ter os olhos da Guarda a todo momento, 24 horas por dia, voltados para as unidades e para a proteção de quem usufrui dela. O videomonitoramento vem com a proposta justamente da parte da Inteligência que tem hoje dentro da GMA. Todas as 44 unidades têm o sistema e o que estamos acompanhando é que, de fato, existe, sim, mais segurança dentro e fora das unidades. O número de arrombamentos é bem menor, por exemplo. Além do videomonitoramento, a Guarda ainda realiza as rondas que são extremamente importantes e têm gerado resultados muito expressivos”, ressaltou a coordenadora do Reap.
Um dos casos mais recentes impedidos pela GMA ocorreu no último domingo, 18, na UBS Maria do Céu, no Centro da capital. Por lá, dois homens realizaram uma tentativa que foi frustrada pela ação dos guardiões que chegaram ao local em menos de quatro minutos após o início da atividade criminosa. Segundo o diretor-geral da GMA, subinspetor Fernando Mendonça, para se chegar ao sistema atuante hoje, foi realizado um estudo de viabilidade. “Pensamos de que forma ele seria usado e como a Guarda agiria de maneira mais eficiente e, assim, atender as necessidades da população. Ainda, de forma inovadora, instalamos os tablets nas viaturas que estão conectados ao sistema de videomonitoramento o que, por sinal, é uma inovação de cunho nacional, tanto que a Guarda de outras capitais, como Salvador e Maceió, já vieram nos visitar para entender como o sistema funciona”, afirmou.
Com a instalação das câmeras, ao contrário do poderia se pensar, a presença da Guarda aumentou. “A partir do momento que o guarda está monitorando através do tablet, ele visualiza algumas questões que, para nós, que trabalhamos com segurança, são ações suspeitas. Então, automaticamente, o guarda já faz o deslocamento. Os guardas aumentaram, inclusive, os patrulhamentos e as rondas. Até a circulação de pessoas suspeitas diminuiu porque se sentem inibidas com a presença das câmeras”, reforçou o subinspetor.
Dados
Os últimos dados levantados pela GMA mostram um comparativo dos anos de 2017 e 2018, relativos aos meses de setembro e outubro.
No período analisado, em 2017 foram registradas 69 ocorrências atendidas, enquanto que, em 2018, foram 145, o que demonstra o trabalho mais ostensivo dos guardas. Quando se refere a flagrantes, em 2017 não foi registrado nenhum, já em 2018 foram dois. No ano passado, foi realizada apenas uma averiguação a edificações, enquanto que, em 2018, foram 53. No quesito visitas feitas às unidades, em 2017 foram 551 e, em 2018, 1.112, o que representa um aumento de 102%.
“Quando ressaltamos esses dados, mostramos que o trabalho tem sido mais eficaz, visando fazer com que a ocorrência nem chegue a acontecer. Não há dúvidas de que as unidades estão mais seguras. Além disso, mesmo que as câmeras estejam voltadas para as unidades, toda a região no entorno delas acaba sendo resguarda também porque temos acesso a situações suspeitas, até mesmo dentro das viaturas, por meio dos tablets. Com o videomonitoramento, todas as nossas ações são ainda mais bem planejadas, por isso, podemos tranquilizar a população, usuários e funcionários das unidades de que estamos atuando fortemente pela proteção deles”, concluiu o diretor-geral da GMA.
Fonte: PMA