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Prefeitura garante exames e tratamento para pessoas com diabetes em Aracaju

11 de novembro de 2021
in Capital, Saúde
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Prefeitura garante exames e tratamento para pessoas com diabetes em Aracaju
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No calendário de datas importantes do Ministério da Saúde, o mês de novembro é dedicado aos cuidados com a saúde do homem. Entretanto, é também em novembro que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destaca a importância do Dia Mundial do Diabetes, 14, como forma de alertar sobre os perigos dessa doença, muitas vezes silenciosa.

A médica endocrinologista do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), Vanessa Porto, afirma que a identificação e o tratamento precoce do diabetes são as principais estratégias para combater a doença.

“Todo paciente adulto acima de 45 anos deve fazer uma glicemia em jejum, uma hemoglobina glicada, para investigar se tem diabetes. Mas mesmo mais novo, caso a pessoa tenha algum fator de risco, a exemplo do sobrepeso, associado a outros fatores, como histórico familiar, hipertensão ou dislipidemia, também deve fazer exames de identificação do diabetes mellitus”, explica a médica.

Serviço
Como suporte a esses quadros, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio da SMS, oferece o acolhimento de pessoas com suspeita e confirmação de diabetes nas 45 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital.

Cada UBS conta com uma equipe de profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionistas, aptos a acolher essas pessoas. Nessas unidades, as equipes verificam se os usuários têm indicação para a pesquisa do diabetes e encaminham para o tratamento, caso seja necessário.

Os pacientes mais crônicos, com complicações de difícil controle e necessidade de múltiplas doses de insulina, são encaminhados às equipes especializadas de endocrinologia do Cemar, que conta, também, com uma equipe multidisciplinar composta por endocrinologistas, nutricionistas, enfermeiras, técnicos de enfermagem e psicólogos, a fim de garantir o tratamento mais completo possível.

“Além disso, disponibilizamos fitas reagentes nas UBSs para que seja feito o controle de glicemia capilar. Juntos, estes serviços possibilitam que tenhamos um maior controle da diabetes em nosso município, mas o que realmente faz a diferença é a procura do próprio paciente para que possamos ofertar o diagnóstico e o tratamento precocemente”, orienta a endocrinologista Vanessa Porto.

Sintomas e complicações
Entre as múltiplas complicações de um quadro de diabetes não tratado estão a neuropatia (doença que atinge o funcionamento dos nervos periféricos), amputação de membros inferiores, cegueira, alterações renais, infarto agudo do miocárdio e AVC, dentre outras consequências.

E, apesar de ser uma doença na maioria das vezes assintomática, alguns sintomas podem surgir, como perda repentina de peso, excesso de urina (principalmente à noite) e de sede. “Mas esses sintomas aparecem quando a doença já está descompensada, o que significa que se uma pessoa manifestá-los, ela deve procurar a assistência médica mais próxima para investigar se são decorrentes de diabetes”, alerta Vanessa.

Independente do quadro, os exames de detecção da doença são indicados para todas as gestantes, pois o diabetes gestacional está associado a complicações para o bebê e para o próprio parto em si, a exemplo do nascimento prematuro, distocia de ombro, bebês grandes e hipoglicemia do recém-nascido.

Dados
De acordo com os últimos estudos da Federação Internacional do Diabetes, entre os adultos de 44 e 45, 7% possuem diabetes; de 55 a 64 anos, 17% já são diabéticos, e acima dos 65 esse número sobe para 23%.

Com isso, o registro de aumento no número de casos de diabetes no mundo, comparado com os anos anteriores, foi de 16%. Só no Brasil, são mais de 16 milhões de pacientes com diabetes diagnosticados.

Foto: AscomSMS

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