O volume de transações via PIX em Sergipe atingiu R$ 7,145 bilhões em março de 2026, um salto de 52,93% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento representa uma injeção de R$ 2,47 bilhões na economia estadual em apenas um ano e consolida o sistema como principal meio de pagamento no país.
Em março de 2025, as operações somaram R$ 4,672 bilhões. O avanço reforça a expansão dos meios digitais e o impacto direto no fluxo de caixa das empresas, sobretudo nos setores de comércio e serviços.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o resultado indica uma mudança estrutural no consumo e na dinâmica do varejo. “Esse crescimento expressivo do PIX demonstra como a digitalização financeira tem impulsionado o comércio. O empresário recebe mais rápido, reduz custos operacionais e ganha previsibilidade. Isso melhora o ambiente de negócios e fortalece a economia sergipana como um todo”, destacou.
Além da agilidade nas transações, o PIX também amplia a inclusão financeira e facilita o acesso ao consumo, especialmente entre pequenos empreendedores e trabalhadores informais, que passam a operar com menos barreiras.
Na avaliação do economista Márcio Rocha, chefe de comunicação e inteligência do sistema, o avanço revela um movimento mais profundo da economia. “Estamos falando de uma transformação estrutural na forma como o dinheiro circula. O PIX reduz fricções, aumenta a liquidez e potencializa o consumo no curto prazo. Esse crescimento de mais de 50% não é apenas tecnológico, ele é econômico, porque acelera a atividade e fortalece o comércio local”, analisou.
O cenário também aponta efeitos positivos na formalização e na competitividade, já que a digitalização amplia a rastreabilidade das operações e reduz a dependência de meios informais.
Com a expansão contínua do PIX e a incorporação de novas funcionalidades, como parcelamento e integração com crédito, a expectativa é de crescimento ao longo de 2026, consolidando o sistema como peça central na economia sergipana.
Fonte: Fecomércio
