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Home Educação

Novo modelo de ensino a distância é realidade em Sergipe

27 de abril de 2026
in Educação
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Novo modelo de ensino a distância é realidade em Sergipe
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Nova estrutura de cursos presenciais, semipresenciais e online da Universidade Tiradentes segue as atuais regras do MEC, apostando em projetos práticos, tecnologia e flexibilidade para os alunos

Em sintonia com as regras do Novo Marco Regulatório da Educação à Distância (EaD), determinadas recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade Tiradentes (Unit) aperfeiçoou o seu modelo pedagógico com a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) para o formato de EaD, configurando as metodologias e formatações aplicadas em cada curso, e adequando-se à necessidade de cada perfil de aluno. Em todas elas, será entregue um ensino-aprendizagem com a mesma qualidade e excelência acadêmica, integrada às necessidades do mercado de trabalho. São três os formatos sob os quais estão baseados a partir de agora todos os cursos de graduação oferecidos hoje pela Unit.

O primeiro é o presencial, com percentual pequeno ou nenhuma carga horária à distância, e adequado ao aluno que acabou de completar o Ensino Médio ou tem grande parte do tempo para a sua formação; e que deseja vivenciar práticas, convivências e experiências dentro da universidade. O segundo é o semipresencial, com divisão equilibrada de tempo entre as cargas horárias de conteúdo à distância e presencial (50%-50% ou 60%-40%), e que também é ideal para alunos que buscam a mesma vivência no campus, mas só teriam tempo de estudar presencialmente em dois ou três dias da semana. E o terceiro é o online, com uma carga horária maior a distância, de quase 80%, e o restante em forma presencial, que se adequa ao aluno que não tem tempo livre de estar na universidade, em razão do trabalho e de outros compromissos ou situações.

“Nesse presencial, esses 20% são basicamente momentos de prova, de avaliação, atividades extensionistas, o que a legislação não permite que sejam a distância. O aluno precisa cumprir na prática, considerando que a natureza destas atividades  extensionistas no seu lugar, ou no Polo. O modelo disponibiliza material, conteúdo, atividades, aulas e encontros síncronos, mediados, quando o professor está online, conversando com o aluno e tirando dúvidas, projetos reais, para que ele possa estudar em casa ou em qualquer outro lugar que ele esteja”, detalha o pró-reitor de Graduação e Extensão da Unit, professor Ronaldo Linhares, acrescentando que a flexibilidade de tempo e de formatos é um dos diferenciais que passam a ser mais valorizados nos cursos da Unit e avançam ainda mais na adequação às determinações do Novo Marco Regulatório. 

Catálogo adequado

O catálogo composto por um total de 40 cursos, está sendo atualizado e incluiu seis cursos semipresenciais, com divisão equilibrada de carga horária: Educação Física, Pedagogia, Gastronomia, Terapia Ocupacional e os futuros cursos de Mídias Digitais e Inteligência Artificial aplicada à Ciência de Dados. Em todos, esta atualização também aconteceu em termos de configuração, de espaço de aprendizagem, de modelo pedagógico e da metodologia ABP. Por exigências do MEC, o Novo Marco determina que os cursos de Direito, Medicina, Odontologia, Enfermagem e Psicologia sejam 100% presenciais, além de proibidos de oferecerem carga horária a distância. E no caso das licenciaturas e Pedagogia, os cursos não podem mais ser completamente à distância, devendo ser, no mínimo, semipresenciais. 

O pró-reitor de Graduação considera que as diretrizes do Novo Marco trazem elementos fundamentais para a oferta de qualidade  na formação superior: a atualização dos processos de aprendizagem à realidade social e os processo de mediação tecnológica de cada aluno; a aproximação com as demandas e as necessidades das pessoas e de cada região, no sentido de adaptar conteúdos e ampliar possibilidades de empregabilidade; e repensar a relação do aluno que escolheu o formato à distância, mediado ou não por tecnologias, para que o modelo dê um ritmo novo de aprendizagem. 

“Queremos que ele possibilite a formação de seres humanos com competências e habilidades de formação técnicas, comunicação, consciência e cidadania, preparado para enfrentar um mercado de trabalho extremamente volúvel, mutável que precisa, cada vez mais, de domínio de um profissional com competências socioemocionais para aprender a conviver, a ser e a fazer/conhecer, pilares fundamentais para a educação de hoje”, diz ele. 

Parceiros locais 

Outro ponto positivo é o fortalecimento do nível de empregabilidade que os cursos poderão acrescentar na formação dos alunos. Isso será possível com o aprofundamento da metodologia ABP, que já vem sendo aplicada na Unit há pelo menos três anos e integra o ensino do conteúdo e do conhecimento científico ao desenvolvimento de projetos que atendam a demandas reais das empresas e comunidades de cada local onde a Unit se faz presente. “Que estes projetos sejam frutos de demandas locais reais, concretas, que possibilitem uma relação de aprender a fazer na prática, a construir um conhecimento a partir do ato de construir essas soluções e de que a gente estabeleça uma relação muito forte com as empresas e os parceiros locais, para que eles apresentem as demandas e problemas reais, concretas”, afirma o pró-reitor. 

Dentro dessas diretrizes, a Unit irá buscar, nos seus pólos de EaD e nos campi das cidades do interior (Estância, Itabaiana e Propriá), empresas e entidades locais que possam ser parceiras na elaboração de projetos. “A Unit fará esse mapeamento para que professores e alunos possam construir essa aprendizagem de forma mais real, mais concreta e que o aluno também possa dar sentido para o que ele estuda na universidade. O que ele aprende tem um significado, uma utilidade, um objetivo de existir. Desde o primeiro momento que ele entra, mesmo que ele esteja estudando em casa, ele não vai estar sozinho e nem distante para pensar, agir para transformar sua realidade”, argumenta Linhares.

Ainda de acordo com ele, a proposta é aprofundar o entendimento sobre as características sociais e econômicas de cada região, buscando responder às demandas de cada uma em relação à empregabilidade e às parcerias. “De imediato, a gente entende que os cursos semipresenciais podem se adequar melhor aos campi e alguns polos, com valores mais adaptáveis às condições da população do seu entorno. E esses cursos fariam com que os alunos tivessem mais tempo em termos de vivências para estar na universidade, no campus e um tempo estudando em casa, o que dá uma flexibilidade, principalmente para as dificuldades em relação ao transporte e locomoção nas cidades de cada região”, frisa. 

Novo espaço de aprendizagem

Dentro do processo de implantação dos novos formatos de cursos na Unit, houve ainda a adoção e implantação de um novo espaço virtual de aprendizagem, oferecido pela Unit em parceria com a Totvs, uma das principais desenvolvedoras de sistemas e tecnologias em educação no Brasil. Baseado em uma LXP (Learning Experience Platform), plataforma de aprendizagem digital cujo foco é voltado para construir uma experiência diferente para cada estudante, a partir do uso da inteligência artificial, ela organiza as trilhas de aprendizagem de cada aluno a partir de um conceito semelhante ao das plataformas de streaming. Neste conceito, cada curso aparece para o aluno como se fosse um “seriado”. 

“Podemos pensar que o semestre está distribuído em ‘temporadas’ a serem cumpridas. Elas seriam as disciplinas e teriam os ‘episódios’, que são as tarefas de cada disciplina. Então, cada ‘seriado’ tem seus ‘episódios’, nos quais estão descritos quais são os conteúdos, saberes e  competências que os alunos devem desenvolver, em um eixo de formação. E em cada ‘episódio’ você tem um recorte de ‘cenas’, de tarefas e estratégias de aprendizagem  que o aluno vai cumprir e vencer”, explica o pró-reitor da Unit, destacando a importância de oferecer esse tipo de layout para a formatação como um espaço de aprendizagem mais aderente ao perfil dos alunos, a partir de um conceito cultural comum, atual e amplamente consumido. 

“Esse é um produto que já faz parte da cultura midiática dos nossos alunos. Sejam eles da cidade grande ou do interior, uma boa parte entende esta linguagem. Então, a gente usou essa configuração como uma estratégia didática para que o aluno se aperceba que o ambiente de formação e aprendizagem dele é um espaço contemporâneo, culturalmente inserido no seu universo de consumo”, argumenta Linhares.

Microcertificações

Outra novidade dos novos formatos dos cursos de graduação é a concessão de microcertificações, certificados que atestam o cumprimento parcial de cada curso, a partir do desenvolvimento de competências e da conclusão de determinadas etapas da trilha de aprendizagem. Ou seja: ele será certificado de saberes que ele vai adquirindo ao longo do processo de formação. O professor Ronaldo define as microcertificações como a possibilidade de “amarrar algumas âncoras” no percurso de formação de cada aluno, o que pode ajudá-lo a conseguir empregos e se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho. 

“Exemplo: num curso de dois anos e meio, que é o tecnólogo, esse aluno pode receber até duas certificações no meio do curso. Ele faz o primeiro ano e a universidade certifica que ele está preparado para desenvolver algumas competências no mercado de trabalho. Se ele tiver uma vaga para uma empresa que precise daquelas competências, ele pode apresentar essa certificação e, mesmo que ele não tenha o tecnólogo completo, mas já tenha saberes e experiências adquiridas, pode até adiantar sua entrada no campo de formação profissional aprender de forma mais efetiva para aquela profissão”, explica Ronaldo. 

Confira todos os detalhes no site: https://www.unit.br/ead. 

Autor: Gabriel Damásio

Fonte: Asscom Unit

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