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Home Saúde

Infectologista tranquiliza sergipanos sobre febre amarela

11 de janeiro de 2017
in Saúde
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Márcia Lima, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HU-UFS

As doses da vacina são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo o MS, existe estoque suficiente para atender às regiões recomendadas.

A população de Sergipe que não pretende viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, não precisa entrar em pânico com a recomendação do Ministério da Saúde (MS) sobre imunização contra a febre amarela. No estado, não há nenhum município incluído na lista do MS com indicação para a vacina, que pode ser aplicada a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

A informação é da médica infectologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), Márcia Lima, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HU. “Os principais sintomas da doença podem ser febre, calafrio, dores de cabeça e pelo corpo, náuseas, vômitos, fadiga e até sangramento”, relata.

Alerta

De acordo com ela, o doente pode apresentar ainda icterícia, perceptível pela coloração amarelada da pele e do branco dos olhos. “Quando ocorre morte de animal por febre amarela em áreas silvestres, o serviço de vigilância epidemiológica entra em alerta. O contágio pode ocorrer também quando o mosquito Aedes não infectado pica um animal infectado: um macaco, por exemplo, e depois esse mosquito transmite a doença para um ser humano. A confirmação do diagnóstico pode ser feita por exame laboratorial ou por histopatologia, em caso de óbito”, resume a infectologista.

Ela orienta que, ao identificar os sintomas, o paciente deve procurar uma unidade de saúde, pois cerca de 20 a 50 por cento das pessoas a desenvolvem de forma grave. Em regiões consideradas propícias, o que não é o caso de Sergipe, o maior perigo está entre os meses de dezembro e maio, devido ao clima quente e às chuvas.

As doses da vacina são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo o MS, existe estoque suficiente para atender às regiões recomendadas. Para os que não estão em área de risco, mas pretendem viajar para regiões com registros da doença, a vacina deve ser aplicada dez dias antes da viagem.

Por Andreza Sanches

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