“Sexta-feira à noite só queremos curtir, mas na Orla de Atalaia isso é impossível, já que meia-noite os bares já estão fechados”, criticou a sergipana Mariana Martins, que esteve na última sexta, 30, em busca de diversão na região, mas, infelizmente, não encontrou. Mariana conta que saiu de um bar localizado em uma rua paralela à Avenida Santos Dumont perto de 0h, pois o local estava fechando. Foi quando decidiu procurar um outro restaurante na Passarela do Caranguejo para estender a noite que, para ela e as amigas, ainda estaria começando, porém, não encontrou nada aberto. “Assim que entramos o garçom foi avisando que já tinham encerrado os atendimentos.Ficamos frustradas porque, ao olhar ao redor, todos estavam fechando, praticamente”, conta a jovem, que estava curtindo o fim de ano na sua cidade natal.
“Tivemos que ir para a casa de um outro amigo continuar a nossa confraternização”, disse. A mesma situação vivida por Mariana e suas amigas deve ocorrer com muitos frequentadores dos bares da orla e turistas, já que o fechamento por volta da 0h é praticado por boa parte dos empresários.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Sergipe (Abrasel), o horário de funcionamento dos bares e restaurantes é uma prática individual de cada proprietário. Conforme explica o presidente da entidade, Bruno Dórea, essa determinação não é estabelecida pela Abrasel e sim adotada pelos donos de bares, de maneira livre. “A demanda é de acordo com a oferta. Muitos estão acostumados a esses horários não terem clientes”, justifica o presidente.
O JC conversou com o proprietário de um dos únicos restaurantes da Passarela do Caranguejo que estende o horário de funcionamento até depois das 2h da madrugada, Hamilton Santana. Segundo ele, já são 22 anos de bar e, desde então, o local só fecha as portas quando o último cliente decide ir embora. “O cliente só vai entrar no bar se ele estiver de porta aberta. Portanto, a nossa regra lá é funcionar até que o último cliente decida ir embora, e são 22 anos assim. Lógico que, para isso, tem um custo. Estender o horário rende mais despesa de funcionário”, aponta o empresário.
Foto: Marcele Cristine
