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Ato feminista do Dia Internacional da Mulher tomará ruas de Aracaju neste sábado

7 de março de 2025
in Capital
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Ato feminista do Dia Internacional da Mulher tomará ruas de Aracaju neste sábado
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No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, próximo sábado, toda a classe trabalhadora do estado de Sergipe está convidada a participar do protesto feminista pelas ruas de Aracaju para lutar com muita força e vigor em defesa da vida das mulheres que seguem ameaçadas com o avanço da extrema direita no Brasil e no mundo. A concentração está marcada para as 8hs da manhã, na Praça Fausto Cardoso.

Neste ano, o protesto será pela vida das mulheres: contra a fome e todas as violências! Pelo fim da escala 6×1 e por justiça reprodutiva! Prisão para todos os golpistas!

Em toda a sua diversidade, as mulheres de Sergipe vão botar o bloco na rua e farão um protesto no formato de ressaca do carnaval.

O Bloco Siri na Lata, da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), estará nas ruas com toda animação e totalmente engajado na luta feminista.

Neste ano o protesto denuncia parlamentares bolsonaristas que querem aprovar projetos de leis de retrocesso nos casos de aborto legal, como por exemplo o PL 1904/2024, que visa retirar o direito ao aborto em caso de estupro e gravidez infantil. As mulheres enfrentam esses fascistas reverberando a frase “Criança não é mãe” e defendendo justiça reprodutiva, para que todas as mulheres e pessoas que gestam possam ter o direito de decidir se querem ou não serem mães.

Mulheres estão mobilizadas por trabalho digno e se somam à campanha pelo fim da escala 6X1, pelo direito à vida além do trabalho, pois principalmente as mulheres negras são reféns dos trabalhos precarizados e, quando isso é associado aos trabalhos de cuidado e afazeres domésticos, a mulher cumpre, na verdade, uma escala semanal de 7X0, uma estafa que gera adoecimento físico e mental.

As mulheres também vão às ruas para denunciar a fome que assola o estado de Sergipe. Segundo dados do IBGE de 2024, mais da metade dos domicílios sergipanos (50,6) sofrem algum tipo de insegurança alimentar.

Do mesmo modo, a marcha feminista é pela universalização do acesso às creches e escolas; para que a violência doméstica, política e institucional não continue matando as mulheres. Dados do anuário brasileiro de segurança pública apontam que 1.467 mulheres foram vítimas de feminicídio só no ano passado e o Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo.

No próximo sábado, às 8hs da manhã, na Praça Fausto Cardoso, traga sua revolta contra o patriarcado e contra o machismo que mata e violenta mulheres todos os dias.

Texto Iracema Corso

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