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Home Política

Márcio Macêdo critica pressa da justiça brasileira em julgar Lula

10 de janeiro de 2018
in Política
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Vice-presidente nacional do PT também confirma pré-candidatura e reafirma preferência política em Sergipe 

O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal, Márcio Macêdo, durante entrevista à rádio Xodó FM de Aracaju na tarde desta terça-feira, 09, criticou a pressa no julgamento de Lula. Ele questionou a realização da audiência em janeiro, mês em que a corte brasileira não costuma julgar casos.

“É uma tentativa de pegar a população desprevenida. Mas a sociedade está se mobilizando. É natural que os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular, MST, o cidadão comum e partidos se organizem a participem do processo. No dia 24 [do julgamento] teremos caravanas em Porto Alegre. E as pessoas que não puderem ir vão se organizar nos seus estados. Os diretórios do PT em todo país se transformaram em comitês em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato, e estão em vigílias permanentes. A Frente Brasil Popular, por sua vez, organizou um calendário de mobilizações em todo o Brasil. Vai ter mobilização e denuncia do processo. Não se pode rasgar a Constituição Federal e jogar o estado democrático brasileiro na vala comum da excrescência sem haver mobilização da sociedade”, ressaltou Macêdo.

Outra critica do vice-presidente nacional do PT foi com relação à postura de juízes no Brasil. Segundo Márcio, ao contrário dos Estados Unidos, grande país capitalista onde nenhum juiz e membro da suprema corte concedem entrevista, no Brasil os magistrados agem diferente. “Aqui são 24 horas ao vivo e às vezes eles julgam de acordo com as palmas que recebem quando vão almoçar no restaurante. Isso é um absurdo, uma distorção. A justiça tem que estar protegida para dar a sentença de forma imparcial. Aqui no Brasil um juiz de primeira instância faz o que quer, o ministro da suprema corte vira popstar, concede entrevista, e isso é algo errado. É preciso que haja uma mudança nesse sentido”, cobrou.

A respeito do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Macêdo afirma que não existe nenhuma prova material e nada que possa condená-lo. Márcio também disse que, há um consenso de boa parte de membros do PT, e que ele defende que Lula lance a pré-candidatura no dia 25 deste mês, independente do resultado da audiência que ocorrerá um dia antes.

Deputado federal

Após defender a inocência de Lula e a volta dele à presidência da República, Márcio foi questionado durante a entrevista sobre seu interesse em retornar à Câmara. Em resposta, Macêdo deixou claro que está pré-candidato a deputado federal e que tem muita vontade de voltar a representar Sergipe.

“Sou pré-candidato a deputado federal, estou trabalhando, me organizando, conversando com as lideranças que apoiamos em 2016, com os movimentos populares, de juventude e sindicais, e estou muito animado com esse processo. Quero dar contribuição ao meu país e ao meu estado. Tenho muita vontade, coragem e disposição. Fiz política que não envergonhou os sergipanos. Fui dedicado com as emendas parlamentares e consegui liberar para todo Sergipe, inclusive uma para a Universidade Federal de Sergipe de cerca de R$ 13 milhões”, declarou.

Apoio político

No quesito apoio político em Sergipe, Márcio foi enfático durante a entrevista de rádio: “a tendência natural é o PT continuar no bloco liderado pelo governador Jackson Barreto e que tem como pré-candidato Belivaldo Chagas, que é de um quadro político experiente, qualificado, um homem de bem, e tem relação política saudável com todo grupo. É natural que isso aconteça”.

Porém, ele deixou claro que, para isso, o PT deve continuar sendo tratado de forma respeitosa e com presença na chapa majoritária. “Queremos ser tratados de acordo com o tamanho do nosso partido, que tem tempo de televisão, quadros políticos, deputados estaduais, federais, vereadores, prefeitos e a maior militância do estado de Sergipe, além do maior número de filiados. Queremos que nossos candidatos a deputados façam campanha com respeito, espaço, decência na coligação. Então se esses pré-requisitos forem preenchidos, é natural que o PT esteja dentro desse bloco”, finalizou.

Por Valter Lima

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