
Feitos com pó de serra, borra de café, sal, casca de ovo, entre outros itens, os tapetes terão pedidos de cura para a Covid-19, homenagens à Irmã Dulce e aos 10 anos do título de Patrimônio Mundial da Praça São Francisco, além de um apelo contra o racismo.
A pandemia do novo coronavírus tem alterado a rotina de todos. As tradições também estão precisando se readaptar para se manter, como é o caso do dia de Corpus Christi, celebração católica que este ano acontece nesta quinta-feira, 11 de junho. No município de São Cristóvão (SE), os tapetes que tinham, em média, dois quilômetros e eram confeccionados por mais de 100 pessoas, serão reduzidos a poucos metros e feitos por menos de 10 fieis.
Produzidos com pó de serra, borra de café, sal, casca de ovo, entre outros itens, os tapetes terão pedidos de cura para a Covid-19, homenagens à Irmã Dulce dos Pobres e aos 10 anos do título de Patrimônio Mundial da Praça São Francisco, além de um apelo contra o racismo.
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“O primeiro tapete este ano que fizemos representa o pedido de cura pelo planeta. Em todo o tempo que faço tapetes nunca vi isso”, disse Vânia Correia, responsável pela confecção dos elementos há mais de 10 anos.
Já as missas serão celebradas na cidade sem a presença de fieis, que devem acompanhar a transmissão pela internet, através do link. De acordo a organização da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, a programação começa às 9h com procissão pelo roteiro tradicional em automóveis. Carreatas não estão permitidas.
Por G1 SE