
Preocupada com os índices, já que de janeiro a outubro deste ano foram registrados em Sergipe 275 casos de sífilis congênita, doença que é transmitida da gestante para o bebê através da placenta, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está realizando oficinas com os municípios sergipanos para fazer avaliação dos indicadores e passar orientações sobre o enfrentamento à sífilis. Nesta terça-feira, 28, foi a vez das regiões de saúde de Nossa Senhora do Socorro e Estância debaterem sobre o assunto.
Segundo a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis da SES, Mércia Feitosa, Sergipe não está em uma situação confortável em relação à sífilis congênita e a Atenção Primária dos municípios precisam intensificar os trabalhos, e ampliar os testes rápidos que ficam disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USFs). As regiões de Aracaju, Propriá e Lagarto também já passaram pela oficina.
“Estamos realizando a discussão com os coordenadores de Atenção Básica e de Vigilância Epidemiológica dos municípios para fazermos uma avaliação dos casos e dos indicadores porque realmente a situação em Sergipe não é favorável quanto à sífilis congênita. Além da avaliação, estamos também orientando os municípios para que eles fortaleçam as discussões na Atenção Primária. A Secretaria de Saúde está preocupada com os índices e medidas devem ser tomadas, a exemplo da ampliação do teste rápido da sífilis para a população em geral e, prioritariamente, para as gestantes”, disse.
Ainda de acordo com ela, para haver redução dos casos da doença, é preciso detectar precocemente a sífilis nas gestantes para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, evitando que a doença seja transmitida para o bebê. “A sífilis precisa ser detectada a tempo nas gestantes para que a doença seja tratada adequadamente na Atenção Básica, havendo assim redução dos casos de sífilis congênita. Lembrando que, a Atenção Primária deve também ofertar o teste rápido da sífilis para o parceiro da gestante”, conta. Amanhã, 29, a oficina será realizada com as regiões de saúde de Itabaiana e Glória.
Aids
Outro tema debatido na oficina foi a Aids e a evolução da doença em Sergipe, principalmente na faixa etária do adulto jovem com menos de 24 anos. De 1987 até este ano, foram notificados em Sergipe 6.027 casos de HIV/Aids, sendo 4.011 homens e 2016 mulheres.“Estão sendo notificados casos da doença em menores de 24 anos e em jovens com menores de 19 também, o que é muito preocupante. Então é preciso discutir o assunto e avaliar os fatores que estão causando estes números para que o combate à doença seja intensificado”, declara Mércia.
Por Ascom/SES