
O III Seminário sobre Prematuridade realizado no auditório da Faculdade Estácio de Sá, promovido pela Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, aconteceu, na quinta, 16 e na última sexta-feira, 17. O superintendente da MNSL, André Nascimento, disse que empreender as boas práticas é gerar expectativa de vida para depois que o prematuro sair da maternidade. Ele lembrou que o Brasil está entre os 10 países de nascimento antecipado e, por isso, se torna tão importante garantir um atendimento humanizado. Na tarde da sexta-feira, 17, a enfermeira Magda Dória palestrou sobre a importância de se ter ambulatórios de retorno para garantir o nascimento e desenvolvimento do prematuro.
“Trabalhamos dentro da realidade follow-up, que se refere a receber uma criança prematura e ficar cuidando dela. Nesse sentido, estamos bem centrados. No ambulatório da MNSL crianças prematuras que nasceram na própria maternidade são acompanhadas por equipe multiprofissional nas especialidades de pediatra, neurologista, oftalmologista, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, assistente social e nutricionista”, destacou a enfermeira, acrescentando que o obejtivo desse trabalho é o de acompanhar o desenvolvimento do bebê para que a criança entre bem na primeira infância, que começa aos três anos.
“É importante que a criança cresça e se desenvolva. Esse ambulatório foi reconhecido pelo Ministério da Saúde, o que para Sergipe tem um grande significado”, observou a enfermeira. Ela disse ainda que a importância desse trabalho é que deixa Sergipe em alta em relação aos outros Estados que não possuem um local especifico para atender as crianças. Para o médico Tiago Cavalcante, também palestrante do evento, é de grande relevância saber o impacto nas unidades de risco no desenvolvimento do prematuro até a infância.
DEDICAÇÃO E HUMANIZAÇÃO
“É preciso entender o quanto as nossas ações são importantes e decisivas para que uma criança com um grave problema neurológico tenha a oportunidade de se desenvolver como uma criança sem problema. Tiago observou que é preciso destacar que toda criança merece uma dedicação incessante por mais difícil que seja o caso”, disse o médico, acrescentando que, quando o caso requer, bebês passam por intervenções cirúrgicas, o que normalmente acontece todas as semanas . Ele esclareceu que o índice de sobrevivência está acima de 90%.
Da mesma forma, a médica Roseane Porto disse que o evento vem reforçar o novembro roxo e a humanização do tratamento para com o prematuro. ‘’Queremos entregar um prematuro saudável à sociedade, evitando ao máximo hemorragia intracraniana. É preciso cuidar do prematuro desde a sala de parto até os cuidados na unidade neonatal”, atentou a médica.
Por Ascom/SES