Na Sessão Plenária desta quinta-feira (3), o deputado Paulo Junior (PV) manifestou preocupação com a saída do Grupo Progresso do Sistema Integrado de Transporte de Aracaju, anunciada pela prefeita municipal. Durante seu discurso o parlamentar destacou que a decisão já era esperada diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo da capital sergipana.
A principal preocupação do parlamentar, recai sobre os trabalhadores do setor, que enfrentam atrasos salariais há mais de três meses. Paulo Junior fez um apelo direto à prefeita de Aracaju e ao Consórcio Metropolitano de Transporte Coletivo para que garantam a absorção desses profissionais pela nova empresa que assumirá as linhas deixadas pelo Grupo Progresso.
“Gostaria de aproveitar essa oportunidade para fazer um apelo à prefeita municipal de Aracaju e ao Consórcio Metropolitano para que vejam uma forma de viabilizar o aproveitamento dessa massa de trabalhadores na nova empresa que vai assumir as linhas que eram operacionalizadas pelo Grupo Progresso, para que esses trabalhadores não fiquem desamparados”, solicitou o deputado.
Paulo Junior também criticou a substituição emergencial da empresa como solução temporária para a crise do transporte coletivo. Segundo ele, a solução ideal seria a realização de uma nova licitação e a formalização de contratos, garantindo assim um sistema renovado e mais eficiente. “Essa medida emergencial não é a ideal. O ideal é a licitação, a contratualização, porque aí sim teremos um sistema totalmente renovado”, pontuou.
O deputado destacou ainda que a mobilidade urbana vai além da renovação da frota e envolve também melhorias na acessibilidade e na integração do transporte com novos empreendimentos imobiliários da cidade. “Mobilidade urbana não é apenas a substituição da frota. Precisamos também garantir acessibilidade para os usuários e assegurar que novos empreendimentos tenham direito ao transporte coletivo de qualidade. Essa é uma discussão que precisa ser mais ampla”, afirmou.
Além disso, Paulo Junior enfatizou a necessidade de uma fiscalização rigorosa para garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas no decreto municipal, que define uma vida útil máxima de 12 anos para ônibus a combustão e de 15 anos para veículos elétricos. “É fundamental que haja fiscalização nas garagens das empresas para assegurar que esse decreto seja cumprido rigorosamente”, alertou.
Por fim, o parlamentar reforçou a necessidade de aguardar a decisão final do Consórcio Metropolitano quanto à rescisão contratual e os desdobramentos da licitação realizada no ano passado para definir os próximos passos do debate sobre o transporte público na Assembleia Legislativa. “Ainda não houve uma decisão concretizada do consórcio quanto à rescisão contratual. Estamos aguardando essa definição para saber como iremos abordar esse debate aqui nesta Casa nos próximos dias”, concluiu Paulo Junior.
Foto: Jadilson Simões
Por Débora Nepomuceno Marques