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Home Educação

Estudantes da rede pública de Sergipe transformam biomassa em solução contra o aquecimento global

30 de março de 2026
in Educação
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Estudantes da rede pública de Sergipe transformam biomassa em solução contra o aquecimento global
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Em meio aos desafios das mudanças climáticas e ao avanço da urbanização, estudantes da rede pública estadual de Sergipe mostram que a ciência pode nascer de forma acessível e transformadora. O projeto “BioFusion: Fotossíntese Artificial com Catalisadores Diversos e Conscientização Sobre o Aquecimento Global”, desenvolvido por Amanda Albuquerque Matos, de 16 anos, com a colaboração das alunas Viviane Alves Valença e Isis Eduarda Nunes Santos, orientadas pela professora Lark Soanny, propõe uma solução sustentável para reduzir a concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera a partir de recursos do semiárido.

A iniciativa desenvolvida no Centro de Excelência 28 de Janeiro, no município de Monte Alegre de Sergipe, parte da produção de catalisadores verdes, elaborados com biomassa da região, capazes de acelerar reações químicas que capturam e converte o CO₂ em substâncias úteis. A proposta alia baixo custo, reaproveitamento de materiais e potencial de impacto ambiental, aproximando a ciência da realidade local e das limitações estruturais enfrentadas por escolas públicas.

A ideia surgiu em sala de aula, durante uma discussão sobre urbanização e seus impactos ambientais. “A ideia surgiu durante uma aula de Geografia, quando discutimos urbanização, redução das áreas verdes e aumento das emissões de CO₂. Foi quando comecei a pensar em soluções. Inicialmente, pensei na fotossíntese artificial, mas os materiais eram muito caros. Juntamente com a professora Lark Soanny, buscamos alternativas acessíveis e encontramos na biomassa do semiárido uma fonte viável”, explica Amanda.

Os catalisadores desenvolvidos no projeto são produzidos a partir da biomassa carbonizada e ativada, combinada com óxido de cobre (CuO), o que permite acelerar processos químicos ligados à captura e transformação do dióxido de carbono. O desenvolvimento do BioFusion ocorreu por meio de uma rotina contínua de experimentação, com testes voltados ao aprimoramento das etapas de carbonização, ativação e eficiência catalítica. “Foi um processo de investigação contínua, com experimentos sucessivos para ajustar a carbonização, ativação e eficiência dos catalisadores”, destaca a estudante.

A pesquisa foi desenvolvida com colaboração do professor Edson de Jesus e da professora Lark Santos, que acompanhou todas as etapas do trabalho e incentivou a aplicação do método científico. Segundo a docente, mesmo diante de limitações estruturais, foi possível garantir a execução do projeto. “A instituição contribuiu com a disponibilização do espaço físico necessário para a realização das atividades experimentais. O desenvolvimento da pesquisa foi conduzido principalmente por iniciativa e orientação docente, incentivando a investigação científica e a aplicação do método científico. Mesmo com suporte estrutural limitado e uma carga horária elevada, foi possível executar as atividades e desenvolver o trabalho, evidenciando o potencial da pesquisa científica mesmo em contextos com poucos recursos”, afirma. 

Além da pesquisa experimental, o projeto também se estende à área educacional, com o desenvolvimento de jogos educativos e ações de conscientização sobre o aquecimento global em escolas da região. A proposta busca ampliar o acesso ao conhecimento científico e estimular o debate ambiental entre estudantes que, muitas vezes, não têm contato com esse tipo de conteúdo.

Ao integrar ciência, educação e realidade local, o BioFusion se destaca como uma iniciativa que evidencia o potencial da escola pública na produção de conhecimento e no enfrentamento de problemas globais a partir de soluções criativas, sustentáveis e acessíveis.

Foto: Ascom Seed

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