
A cesta básica do Nordeste encerrou o mês de maio com queda de 1,5%. A variação é consequência direta no valor do quilo do tomate, que registrou uma redução de 9,1%. Outros alimentos sofreram variações negativas em maio, mas em menor escala, como arroz (-3,2%), leite (-1,5%), farinha (-1,0%) e carne (-0,4%). Na contramão, tiveram aumento no preço a manteiga (+3,1%), o feijão (+1,0%) e o pão (0,8%).
Em Aracaju, no mês passado, o consumidor pagou R$ 371 pelos 13 itens que compõem a cesta básica. A capital ficou como a quarta cesta mais barata da região. No entanto, o preço médio subiu 2,0%, na comparação com abril, e o aumento acumulado é de 16,9% no período de doze meses. Desse modo, Aracaju possui o segundo maior acréscimo do Nordeste, tanto na variação mensal quanto na acumulada.
Em 2017, a maior alta do Nordeste ocorreu no preço da manteiga em Aracaju (+58,4%). E a capital sergipana registrou a maior queda entre os preços da carne (-5,2%). Mas na comparação mensal, o mesmo produto obteve a maior variação nordestina (+3,1%) em Aracaju.
Região
Em Fortaleza (CE) e Salvador (BA), foram observadas as maiores reduções mensais (4,4% e 4,2%, respectivamente). O preço do feijão, que registrou sucessivos incrementos de preços em 2016, caiu 10,5% na capital do Ceará. Mesmo com a maior queda, Fortaleza mantém a cesta mais cara da Região (R$ 404,50).
A cesta básica nordestina encerrou maio com o custo de R$ 376,66, sendo a mais barata entre as regiões do Brasil. A pesquisa é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), com dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O Etene é o órgão de pesquisas do Banco do Nordeste.
Fonte: Ascom BNB