O programa Cata-treco, desenvolvido pela Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), a partir de 2017, é um instrumento que propicia ganhos em diversos sentidos, seja de forma individual aos moradores que se utilizam dele ou mesmo de maneira coletiva ao beneficiar a cidade no combate ao descarte irregular e até para eliminar os riscos de doenças causadas por vetores que se proliferam em ambientes insalubres.
Para alguns, o Cata-treco pode parecer apenas um caminhão que transita pelas ruas e avenidas de Aracaju para recolher resíduos, no entanto, o programa tem se mostrado eficiente ao dar a móveis e objetos inservíveis a destinação correta, o que ainda contribui para o fortalecimento de cooperativas diretamente ligadas a esse fim.
O funcionamento do programa é muito simples e seu objetivo é recolher materiais que não têm mais serventia, ocupam espaço, acumulam sujeira nos quintais dos cidadãos e que, muitas vezes, são descartados irregularmente nas ruas, avenidas e terrenos baldios da cidade. Assim, seguindo a programação divulgada diariamente, a população deixa esses materiais na porta das residências e o caminhão passa recolhendo-os.
Além de um cronograma previamente anunciado pelo site e redes sociais da Prefeitura, o Cata-treco atende as demandas fora do calendário, porém, com agendamento prévio por meio do telefone (79) 3021-9908 (Ouvidoria) ou (79) 3021-9914 (Diretoria de Operações).
Somente este ano, já foram atendidas 576 solicitações por agendamento, além de 121 ações em 42 bairros de Aracaju, seguindo programação elaborada pelo operacional da empresa.
Para o diretor de Operações da Emsurb, Bruno Moraes, o serviço é uma das formas que a Prefeitura encontrou para dar equilíbrio à cidade, pois é uma ação planejada e monitorada para tentar dar um retorno de acordo com o número de casas e solicitações.
“O Cata-treco é uma das principais ferramentas da Prefeitura no sentido de coibir o descarte irregular, prática que colabora, por exemplo, para alagamentos, em período de chuva, além de os espaços utilizados para esse tipo de descarte serem propícios à proliferação de vetores que causam doenças graves na população. Com o programa e demais ações, temos, inclusive, diminuído os pontos de descarte de maneira considerável”, reforça.
Conforme explica o diretor, todo o material recolhido diariamente é encaminhado para duas cooperativas com as quais a Prefeitura tem parceria, a Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e a Cooperativa de Reciclagem do bairro de Santa Maria (Coore).
“Realizamos a coleta dos materiais e encaminhamos para essas cooperativas que fazem toda a triagem. Desde o aço, alumínio, madeira, plástico, essas cooperativas fazem o reaproveitamento. Elas separam o que consideram reutilizável e o que vai para a caixa de destinação final, que a Emsurb recolhe e destina para o aterro sanitário”, ressalta Bruno.
Ainda segundo o diretor, o programa visa beneficiar, também, as famílias dessas cooperativas. “Então, existe um lado humano do serviço porque os materiais que não servem mais para alguns, têm grande valor para outros. É, ainda, uma maneira de colaborar com pessoas distantes que, em outra situação, não poderíamos conhecer a realidade, mas que podemos chegar e ajudar através deste trabalho”, ressalta.
Por AAN
