Diferentemente dos últimos meses, o custo da cesta básica de Aracaju apresentou uma suave queda de 0,56% no mês de maio, puxado pela redução no preço do tomate. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (8), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 548,38 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa. Mesmo com a modesta redução, a capital sergipana mantém a cesta mais barata do Brasil. Vale frisar que no mês de abril, o aumento foi de 5,04%; em março, a alta foi de 1,58%; em fevereiro, 1,77%; e em janeiro, elevação expressiva de 6,23%. Já a variação anual é de incríveis 17%.
Entre abril e maio, as quedas expressivas ocorreram em Campo Grande (7,30%), Brasília (6,10%), Rio de Janeiro (5,84%) e Belo Horizonte (5,81%). As elevações foram registradas em Belém (2,99%), Recife (2,26%) e Salvador (0,53%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 777,93), seguida por Florianópolis (R$ 772,07), Porto Alegre (R$ 768,76) e Rio de Janeiro (R$ 723,55). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das demais capitais, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 548,38) e João Pessoa (R$ 567,67).
A comparação do valor da cesta entre maio de 2022 e maio de 2021 mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 13,17%, em Vitória, e 23,94%, em Recife.
Salário Mínimo
O Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em maio de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.535,40, ou 5,39 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em abril, o valor necessário era de R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o piso mínimo. Em maio de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00.
