
Casos de sarampo voltaram a ser registrados no Brasil. Já são 83 casos até o momento esse ano, sendo 43 no Pará, 27 em São Paulo, quatro no Amazonas, três em Santa Catarina, três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro e um em Roraima. Desse total, 27 são autóctones e todos eles de residentes no Pará. Os demais foram importados de outros países ou ainda não foi possível identificar a fonte de infecção. Apesar de nenhum registro em Sergipe, Estado e capital estão em alerta.
Em São Paulo foi realizado o “dia D” de vacinação para pessoas entre 15 e 29 anos de idade neste último sábado, 20. O Ministério da Saúde anunciou em meados de maio a necessidade de uma Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, no entanto, ainda não há previsão para acontecer em Sergipe.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS), a capital segue em alerta apesar de nenhum caso ter sido registrado até o momento. Em 2018 foi feito um bloqueio que ajudou Aracaju a estar “razoavelmente tranquila”, segundo informou a assessoria de comunicação da SMS.
“Como tem muita gente que faz o deslocamento Aracaju – São Paulo, algum caso pode aparecer por aqui por conta disso. Mas, por enquanto não houve registro”, reafirma o assessor da SMS, Victor Vieira. Além disso, Victor acrescenta que a vacina contra o sarampo pode ser encontrada em qualquer posto de saúde da cidade durante todo o ano.
Em 2018, o Brasil enfrentou um surto de sarampo, envolvendo 11 estados, com 10.302 casos confirmados, sendo 90% dos casos concentrado no Estado do Amazonas. A concentração dos casos ocorreu entre junho, julho e agosto. A partir de setembro do ano passado, foi possível perceber queda de casos, observada também em outubro, conforme dados do Ministério da Saúde.
O retorno de doenças já erradicadas, como o sarampo, preocupou, e uma Campanha Nacional de Vacinação foi iniciada ano passado. Faltando quatro dias para o término da campanha, quatro municípios de Sergipe não haviam atingido a meta de vacinar pelo menos 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra sarampo e a poliomielite. Cedro de São João havia vacinado 94,6% do público-alvo, enquanto Propriá 92%. Em Gararu e Tomar do Geru os resultados foram os mais baixos em termos de cobertura, com 88,6% e 84,1%, respectivamente.
O que é o sarampo?
Uma doença infecciosa aguda, de natureza viral grave, transmissível e extremamente contagiosa. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações cínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. As complicações mais comuns do sarampo são infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e doenças neurológicas.
Para prevenir a doença, a única maneira é vacinar. Atualmente são aplicadas duas doses de vacina com o componente sarampo para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, sendo uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e uma dose de vacina tetra viral aos 15 meses de idade. Até 29 anos o indivíduo deverá ter duas doses. Uma dose da vacina tríplice viral também está indicada para pessoas de 30 a 49 anos de idade, conforme informações do Ministério da Saúde.
Todas as crianças de um a menores de cinco anos devem se vacinar independentemente da situação vacinal. Pais e responsáveis devem buscar os postos de vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente duas vacinas que protegem contra o sarampo: a tetra viral que protege, além do sarampo, contra a rubéola, caxumba e varicela, e é administrada aos 15 meses, e a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), também aos 15 meses.
Por Laís de Melo/Equipe JC