
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) participou no final da tarde desta quarta-feira, 24, no Hotel Hadisson, do ato de encerramento do projeto de capacitação para diagnóstico precoce do câncer de mama em mulheres sergipanas, executado pela instituição Susan Komen em parceria com a SES, Secretaria de Saúde de Aracaju, Hospitais Pérola Byington e do Câncer de Barretos e o Instituto Oncoguia, uma Organização Não Governamental (ONG).
O projeto realizado durante todo o ano de 2017 capacitou médicos, técnicos em radiologia e assistentes sociais da Rede Estadual de Saúde e teve seu último ato no final da tarde desta quarta-feira, quando um relatório sobre a situação do câncer de mama no Estado foi apresentado, sinalizando desde a oferta de serviços disponíveis na rede como os pontos fortes e fracos da linha de cuidados à mulher.
O principal ponto forte realçado pelo documento é que o SUS em Sergipe oferece acesso gratuito à saúde para todas as mulheres, incluindo a saúde das mamas. Ouro destaque é que o Estado possui três unidades para o tratamento do câncer, incluindo o de mama, que são o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), em nível secundário, e as Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), dos Hospitais de Urgência de Sergipe (Huse) e do Cirurgia, de níveis terciários.
Presente ao evento, a especialista em epidemiologia do câncer e diretora da Susan Komen no Brasil, Anna Cabanes, reforçou a importância do trabalho desenvolvido a partir da parceria dos entes públicos com ONG, no enfrentamento ao câncer de mama. “A partir do projeto pudemos identificar o cenário do câncer de mama no Estado, ou seja, quantos e quais profissionais atuam na área, os serviços que são disponibilizados para o tratamento da doença, o trabalho educativo e preventivo que é disponibilizado para as mulheres, enfim, traçamos um retrato do que o Estado tem na área do câncer de mama”, disse Cabannes.
Segundo ela, o relatório é uma importante ferramenta que pode auxiliar a gestão estadual no enfrentamento ao câncer de mama, sugerindo onde e como devem ser feitas intervenções que resultem em maior controle da doença no Estado. Salientou que a capacitação de médicos, técnicos em radiologia e assistentes sociais teve o objetivo de melhorar os recursos e o sistema da rede de cuidados na área da Oncologia, com vistas à detecção precoce do câncer de mama.
O evento contou com a presença de representantes das instituições parceiras, como o diretor do Hospital Pérola Byington, Luiz Henrique Gabrim, que falou sobre estratégias para a redução do câncer de mama. “Temos 58 mil novos casos da doença no país e, pensando em salvar vidas, o quê que nós podemos fazer aqui no Brasil para atuar, para traçar uma estratégia de ação que reduza a mortalidade?, questionou o diretor do hospital, apresentando dados sobre o câncer de mama que apontam para a necessidade da saúde pública se tornar mais ágil no diagnóstico precoce do câncer de mama.
Representando o secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira Lima, o superintendente do Huse, Darcy Tavares, participou do evento e comentou sobre sua expectativa em relação ao cenário do câncer de mama em Sergipe que seria apresentado pela Susan Komen. “Acredito que o resultado causou um impacto positivo, já que o propósito da parceria foi o de qualificar nossos profissionais ainda mais para que eles possam dar um atendimento de maior qualidade às nossas pacientes, àquelas que nos procuram”, considerou.
A enfermeira e Referência Técnica do Programa Saúde da Mulher da SES falou sobre o projeto. “Há dois anos iniciamos o trabalho com a Susan Komen e de lá pra cá muitas ações foram desenvolvidas, principalmente na área da qualificação profissional realiza pelos parceiros da instituição e aproveito para agradecer a Oncoguia e aos Hospitais Pérola Byigton e do Câncer de Barretos. Foi um trabalho muito bonito em prol do diagnóstico precoce do câncer de mama, que é um dos cânceres que continua acometendo muito e matando muitas mulheres não só no em Aracaju, mas em todo Estado, o que é também um retrato do país”, concluiu.
Fonte: SES