
Para agregar mais rapidez ao trabalho de assistência pré-hospitalar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Sergipe, conta com duas duplas de motolâncias aptas a iniciar procedimentos antes mesmo da chegada de uma ambulância. Esses veículos, em circulação na capital, são conduzidos por técnicos de enfermagem que desempenham papel de motociclistas socorristas. Eles transportam materiais de acesso venoso, de imobilização, soros, medicamentos de suporte básico, oxigênio portátil, além de cânula de Guedel, que é um dispositivo utilizado para o manejo das vias aéreas, e até mesmo Desfibrilador Externo Automático (DEA), eficiente em casos de parada cardiorrespiratória.
Segundo o motosocorrista Cleston Soares, além das paradas cardiorrespiratórias, os casos de traumas envolvendo acidentes motociclísticos e de quedas de altura, além dos clínicos, estão entre os mais comuns quando o assunto é prestar assistência sobre duas rodas. “As motolâncias acabam chegando primeiro em virtude dos congestionamentos de trânsito bastante comuns em Aracaju e que dificultam bastante a atuação das ambulâncias. Fator esse que está diretamente ligado à falta de educação no trânsito, legalmente sujeita a multas aplicadas para os cidadãos que hesitam em dar prioridade aos veículos de urgência e emergência, entre eles, as motolâncias”, explicou Cleston.
Comprovadamente, as motolâncias representam grandes aliadas do Samu e da própria população, visto que o tempo resposta desses veículos, a depender do horário e do deslocamento, vai de três a 10 minutos. O tempo resposta mais curto, por sua vez, é um recurso valioso, especialmente, nos atendimentos que envolvem paradas cardiorrespiratórias. A parada se dá quando o coração deixa de funcionar e o indivíduo pára de respirar.
“Nesses casos, manobras são realizadas conforme diretrizes da American Heart Association [AHA], sendo que até a chegada da ambulância são realizadas as compressões torácicas e o processo que implica em ambuzar o paciente. Ou seja, a dupla de motosocorristas possui condições plenas para ofertar o suporte básico preliminar, até que a equipe da ambulância chegue e dê continuidade ao atendimento, sendo atribuída a essa equipe a condição de remoção desse paciente. Vale ressaltar que todos os profissionais do Samu procedem conforme as orientações emitidas pelo médico regulador, através de um rádio comunicador”, acrescentou o motosocorrista.
Satisfação
Ao elencar os principais benefícios da atuação das motolâncias na assistência pré-hospitalar, o motosocorrista Wesley Costa considera como primordial a satisfação em exercer o trabalho. “É motivo de contentamento vestir o fardamento do Samu e conduzir uma moto com o objetivo de salvar vidas. Definitivamente, nenhum valor monetário pode ser comparado ao agradecimento de uma família que teve seu ente querido atendido com sucesso”, declarou o técnico de enfermagem.
Por Ascom/SES