A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apresentou, nesta sexta-feira, 10, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), um balanço das ações voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências na capital.
Durante a apresentação, foram destacados os avanços alcançados a partir de 2025, quando foi realizado um diagnóstico da rede de reabilitação que identificou uma demanda reprimida significativa, com mais de 2 mil pacientes aguardando nos serviços especializados, além de milhares de usuários na fila por consultas e triagens, conforme dados do levantamento técnico da Secretaria.
Para ampliar o acesso e reorganizar os fluxos assistenciais, foram implementadas medidas como a contratação de profissionais por meio de Processo Seletivo Simplificado, a revisão dos protocolos e a adoção de um fluxo contínuo, garantindo mais agilidade no início das terapias. Como resultado, em novembro de 2025, a fila interna de espera para fisioterapia no CER II foi zerada, assegurando o início imediato do acompanhamento.
A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, ressaltou os avanços na estruturação da rede no município e o impacto das ações implementadas desde 2025. “Estamos estruturando uma rede mais acessível, integrada e resolutiva, garantindo acolhimento, acesso e continuidade na assistência, com serviços cada vez mais qualificados. O nosso compromisso é seguir fortalecendo essa rede, ampliando a oferta e garantindo um cuidado que envolva não só os pacientes, mas também suas famílias, com suporte contínuo”, pontuou.
A coordenadora da Rede de Atenção Especializada da SMS, Tércia Monteiro, enfatizou o papel das estratégias voltadas ao fortalecimento do vínculo e do sentimento de pertencimento dos usuários com a cidade. “Mais do que ampliar serviços, a gente tem trabalhado o pertencimento desses usuários. Quando a gente leva essas atividades para espaços como praias e parques, a gente mostra para os pacientes e para as famílias que eles também fazem parte desses espaços, que a cidade também é deles. Isso fortalece não só o cuidado, mas também a inclusão e a autonomia”, destacou.
Também foram desenvolvidas iniciativas voltadas ao cuidado integral, como o Mapas do Afeto, realizado em espaços abertos, o Núcleo TEA, implantado em escolas da rede municipal, fortalecendo a integração entre saúde e educação, e o Entre Mães, voltado ao acolhimento e suporte às mães de crianças acompanhadas na rede.
A apresentação destacou ainda o projeto da Casa DiversaMENTE, equipamento inédito que será referência no acolhimento e acompanhamento especializado de pessoas neurodivergentes. Também foram evidenciadas ações de inclusão dentro da própria Secretaria, com a atuação de aprendizes com TEA e Síndrome de Down, além da ampliação da rede por meio do credenciamento de instituições.
Fonte: AAN