No mês de março de 2023, o valor da cesta básica de alimentos em Aracaju teve queda de 1,24%. Na prática, conforme a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aracajuano teve que desembolsar R$ 546,14 para levar os produtos perecíveis para casa. Com esse valor, a capital sergipana mantém a cesta mais barata entre as cidades pesquisadas pelo Dieese.
Em fevereiro último, o preço da cesta em Aracaju registrou redução de 0,42%. Na variação do ano, o custo da cesta na capital aracajuana acumula alta de 4,82%. Já no acumulado em 12 meses, aumento de 4,03%.
Capitais
O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 13 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As reduções mais expressivas ocorreram em Recife (4,65%), Belo Horizonte (3,72%), Brasília (3,67%), Fortaleza (3,49%) e João Pessoa (3,42%). Já as elevações foram observadas em quatro capitais: Porto Alegre (0,65%), São Paulo (0,37%), Belém (0,24%) e Curitiba (0,13%).
As capitais com as cestas mais caras no terceiro mês de 2023 foram: São Paulo (R$ 782,23), Porto Alegre (R$ 746,12), Florianópolis (R$ 742,23), Rio de Janeiro (R$ 735,62) e Campo Grande (R$ 719,15). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 546,14), Recife (R$ 578,73) e João Pessoa (R$ 579,57).
Produtos
O valor do óleo de soja diminuiu em todas as capitais entre fevereiro e março. As reduções oscilaram entre 8,06%, em Belo Horizonte, e 0,81%, em Aracaju. O preço médio da batata diminuiu em todas as capitais do Centro-Sul, onde o
tubérculo tem o preço coletado. As quedas oscilaram entre 22,22%, em Belo Horizonte, e 8,74%, em São Paulo.
A pesquisa captou retração no preço médio do café em pó em 16 capitais e a única alta foi registrada em Natal (0,20%). As variações em destaque são as de Vitória (4,32%), Brasília (3,01%), Florianópolis (2,79%) e Porto Alegre (2,71%).
O quilo da carne bovina de primeira diminuiu em 12 capitais, com destaque para as variações de Goiânia (3,29%) e Brasília (2,38%). As elevações oscilaram entre 0,28%, em São Paulo, e 0,90%, em Florianópolis.
O preço médio da farinha de mandioca, pesquisada no Norte e no Nordeste, subiu em todas as capitais. As elevações oscilaram entre 0,20%, em Belém, e 6,82%, em Natal.
O custo do quilo do feijão subiu em 16 capitais. O tipo carioquinha apresentou alta em todas as cidades onde é pesquisado: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, com taxas que variaram entre 0,08%, em Natal, e 9,60%, em Campo Grande. O preço do tipo preto, coletado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou em quase todas as cidades. As variações positivas oscilaram entre 0,46%, em Florianópolis, e 1,83%, em Porto Alegre; e a redução, de 2,24%, ocorreu no Rio de Janeiro.
Entre fevereiro e março, o valor médio do pão francês aumentou em 13 das 17 capitais, com destaque para Natal (2,79%) e Aracaju (1,50%). As quedas mais importantes foram anotadas em Brasília (1,62%) e João Pessoa (1,14%).
