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Em 2022, custo da cesta básica em Aracaju apresentou alta de 8,99%

9 de janeiro de 2023
in Capital, Economia
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Em 2022, custo da cesta básica em Aracaju apresentou alta de 8,99%
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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta segunda-feira (9), o balanço anual da cesta básica nas 17 capitais pesquisadas pelo departamento. Na variação do ano de 2022, Aracaju apresentou alta de 8,99%.

Na variação mensal, referente a dezembro, a alta foi de 1,77%. Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 521,05 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa no último mês do ano.

Mesmo com a alta, Aracaju tem a segunda cesta mais barata do Brasil. Vale frisar que nos últimos meses de novembro, outubro e setembro, houve reduções de 0,69%, 0,61% e 3,87% respectivamente.

Em agosto, a redução foi de 0,54%; em julho, recuo de 1,35%; em junho, alta de 0,28%; em maio, queda de 0,56%; em abril, aumento de 5,04%; em março, a alta foi de 1,58%; em fevereiro, alta de 1,77%; em janeiro, elevação expressiva de 6,23%.

Variação dos preços

Oito dos 13 produtos da cesta básica apresentaram alta de preço entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2022, em todas as capitais: leite integral, pão francês, café em pó, banana e manteiga, farinha de trigo e batata – ambas pesquisadas nas regiões Centro-Sul – e farinha de mandioca, no Norte e no Nordeste. Já o óleo de soja subiu em 16 cidades e o arroz em 15.

Os aumentos de preços, em geral acima da média da inflação, obrigaram as famílias brasileiras, por mais um ano, a substituir alimentos habitualmente consumidos por outros mais baratos ou similares.

A ausência de políticas – de estoques reguladores, de subsídios aos preços dos produtos ou mesmo a falta de investimento em agricultura familiar – fez com que a trajetória dos preços continuasse em alta.

Do lado da oferta, os principais motivos das altas foram o conflito externo entre Rússia e Ucrânia e a dificuldade de escoar a produção de trigo e óleo de girassol; o encarecimento dos custos de produção do leite no campo; a elevação de preço dos fertilizantes; o clima seco devido ao fenômeno La Niña; e a manutenção da taxa de câmbio em alto patamar, medida que estimulou a exportação.

Nacional

De acordo com o Dieese, em 2022, o valor da cesta básica aumentou nas 17 capitais pesquisadas. As altas mais expressivas, quando se compara dezembro de 2021 com o mesmo mês de 2022, foram registradas em Goiânia (17,98%), Brasília (17,25%), Campo Grande (16,03%) e Belo Horizonte (15,06%). Já as menores taxas acumuladas foram as de Recife (6,15%) e Aracaju (8,99%).

Em dezembro de 2022, o maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi observado em São Paulo (R$ 791,29), depois em Florianópolis (R$ 769,19) e Porto Alegre (R$ 765,63). Entre as cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das outras capitais, Aracaju (R$ 521,05), João Pessoa (R$ 561,84) e Recife (R$ 565,09) registraram os menores valores.

Salário mínimo ideal

Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em dezembro de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a
R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes o mínimo de 1.302,00.

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