Em alusão ao Dia da Consciência Negra, a Prefeitura de Estância, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, realizou uma vasta programação cultural dentro do Festival da Consciência Cultural. Ocorrido na Praça Orlando Gomes, a mostra cultural foi centrada nas danças, ritmos e elementos da cultura afro-brasileira.
Os integrantes da Umbanda, religião considerada totalmente brasileira, realizaram a abertura do festival. Logo em seguida foi a vez da Batucada Gilberto Amado, formada por alunos da escola Gilberto Amado, fazer uma brilhante apresentação. A instituição fica localizada na comunidade Quilombola do Bairro Porto D’Areia. Essa apresentação simboliza a preservação de uma dança genuinamente estanciana para as próximas gerações.
A capoeira também marcou presença no Festival. Trazida ao Brasil por descendentes de escravos africanos, a expressão cultural afro-brasileiro mistura arte marcial, dança e música. Mostrando toda sua pluralidade, o Festival da Consciência Cultural, abriu espaço para poesia, arte e literatura. Além da exposição de pinturas, e das obras dos cordelistas Antônio Batista, Salete Nascimento, Francisco Souza e Wilton Santos. Na tarde e noite o público vibrou com recitais que exaltava a nossa cultura e ancestralidade.
Outra atração muito prestigiada pelo público foi o Bloco Quilombo Afro. O grupo agitou o público com as danças, música e o ritmo dos tambores. Com repertório muito conhecido do Axé, o grupo trouxe a essência da cultura Afro para a Praça Orlando Gomes. Uma dança e um ritmo contagiante que não deixou ninguém parado.
Finalizando a noite cultural, não poderia faltar o autêntico Forró Pé de Serra, nem o maior símbolo cultural de Sergipe. O Barco de Fogo pediu passagem e voltou a iluminar as ruas de Estância. O Festival da Consciência Cultural foi um marco na cidade, e uma prova viva que a Cidade Berço da Cultura Sergipana é rica, e que possui uma diversidade cultural ímpar no Estado.
Fonte: PME
