Após reajuste do preço de venda do gás natural para as distribuidoras de todo o país em 19%, autorizado pela Petrobras, a Sergás anunciou na tarde desta quarta-feira (1), que em Sergipe esse percentual de aumento ficará entre 16% a 19%, abarcando os segmentos industrial, comercial, residencial e veicular. A cada três meses a Petrobras reavalia os preços e repassa para as distribuidoras.
Antes do reajuste, o GNV (Gás Natural Veicular), por exemplo, chegava às bombas dos postos de gasolina de Sergipe por R$ 3,55, de acordo com o diretor-presidente da Sergás, Valmor Barbosa. A partir de amanhã, a Sergás começa a vendê-lo a R$ 4,13. Ainda de acordo com o diretor, o reajuste foi autorizado pela Agrese, Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe, que todo mês de maio analisa o mercado e a margem percentual da distribuidora e autoriza ou não um novo percentual. Essa margem, segundo Valmor, funciona como se fosse o lucro da distribuidora, usada para o pagamento de pessoal e investimentos da empresa. Em Sergipe, essa margem ficou em R$ 0,36/m³. O que significa que, retirando os demais valores que formam o preço do GNV, a Sergas ficará com R$ 0,36/m³ de GNV.
“É com esses R$ 0,36 que a Sergás fica, digamos assim, diante de todos os tributos que incidem no GNV”, disse o diretor-presiente, presumindo que o preço do combustível pode ser encontrado até R$ 5,50. “Não tem como prever por quanto os postos venderão. A Sergas não tem poder de polícia para fiscalizar o que cada um vai fazer. Os preços são livres”, explicou.
A Sergas é uma concessão pública que tem contrato com a Petrobras e repassa o aumento enquanto distribuidora. A cada 90 dias a Petrobras informa com antecedência o aumento ou não do combustível e a Sergas avalia que preço competitivo aplicar. “A Sergas não produz, fura poços ou trata o gás. Ela tem o poder concedente de distribuir o gás canalizado para indústrias, postos, apartamentos e comércio”.
O percentual de aumento do gás comercial ficou em torno de 16,41% e, no tocante à indústria, é aplicada a lógica do efeito cascata, ou seja, que consome mais paga mais.
Da redação, Correio de Sergipe
